Mitologia Deméter
(Ceres em latim) - A mais antiga e também a mais venerada deusa em
toda a Grécia, seu culto estava estritamente vinculado ao ciclo da
terra, sendo, portanto, fundamentalmente baseado em rituais agrários.
Filha de Crono e Réia, assentava-se entre as doze divindades do Olimpo.
Constantemente assediada por Posídon que a desejava, disfarçou-se em
égua a fim de iludir seu pretendente. Foi inútil tentativa, pois
Posídon, descobrindo tudo, disfarçou-se em cavalo logrando assim seu
intento de unir-se a Deméter. Dessa indesejável união nasceu Aríon,
cavalo com a capacidade da fala e da predição do futuro e uma filha cujo
nome poucos conheceram. Indignada com a atitude de Posídon, Deméter
retirou-se do Olimpo. A terra tornou-se a partir daí estéril e
estabeleceu-se um período de fome absoluta. Por causa desse incidente
recebeu muitos cognomes, entre eles a de “Negra” por haver se vestido de
luto e de “Erínia” por causa da ira que se abateu sobre ela. Foi
somente após banhar-se no rio Ládon, cuja característica era a de fazer
apagar mágoas e ressentimentos, que Deméter, purificada, voltou ao
Olimpo.
De seu romance de trágico desfecho com Iásion, Deméter teve um filho
chamado Pluto, que posteriormente tornou-se a personificação da riqueza e
da abundância. Iásion morreu atingido por um raio fulminante enviado
pelo enciumado Zeus ao surpreender juntos os dois amantes. De sua união
com Zeus nasceu Core, que estando certo dia a colher flores no campo foi
subitamente raptada por Hades e levada às profundezas. Amargurada com o
desaparecimento da filha, Deméter vagou pelo mundo inteiro à sua
procura. Hélio, o deus Sol que a tudo vê foi quem lhe revelou seu
paradeiro. Revoltada com Hades e também com Zeus que permitira o
sequestro, retirou-se do Olimpo e metamorfoseada em velha, dirigiu-se a
Elêusis, cidade da Ática.
Lá chegando, interpelada pelas filhas do rei Céleo a respeito de sua
identidade, mentiu dizendo ser Doso, vítima de piratas que a haviam
sequestrado de Creta, cidade onde residia. Convidada a cuidar do recém
nascido Demofonte, filho de Metanira, a esposa do rei, aceitou a
incumbência. J Deméter decidiu tornar o rebento imortal e para tanto,
alimentava-o com ambrosia e com o néctar dos deuses, esfregando-o todas
as noites com o fogo da imortalidade. Aconteceu, porém, que certa feita
Deméter foi surpreendida pela rainha em seus rituais mágicos. Esta, ao
se deparar com a imagem de seu filho exposto às chamas, lançou um grito
desesperado. Irada com tamanha ignorância e incompreensão, a deusa
interrompeu o ritual, condenando Demofonte a prosseguir como simples
mortal e surgiu em todo seu esplendor denunciando sua verdadeira origem.
Ordenou que se erguesse um templo em sua homenagem no qual ela
pudesse ensinar aos homens seus ritos secretos. Uma vez construído seu
santuário, retirou-se do Olimpo e ali se refugiou para chorar a saudade
que sentia de sua amada filha. Amaldiçoou a terra lançando sobre ela uma
implacável seca e impedindo que ali nascesse qualquer tipo de
vegetação. Inutilmente, tentando convencê-la a mudar de atitude, Zeus se
viu forçado a interceder junto a Hades para que devolvesse Coré a sua
mãe. O soberano dos infernos consentiu mas, antes de deixar partir sua
amada, fez com que ela comesse um bago de romã. Prendeu-a com isso, para
sempre, aos Infernos, uma vez que, quem ali se alimentasse, ficaria
eternamente condenado a retornar. Quando mãe e filha se reencontraram, a
terra novamente se cobriu de verde e a abundância voltou a reinar.
A narrativa do rapto e do subsequente encontro de Coré com sua mãe
são a base fundamental para a instituição dos Mistérios de Elêusis, pois
foi somente após esse reencontro que Deméter transmitiu seus ritos
secretos. Calcula-se que os Mistérios foram inaugurados no século XV
a.C. e perduraram por dois mil anos. Tinham um caráter extremamente
democrático, pois qualquer um, governante, escrava, dona de casa ou
prostituta podia tornar-se um Iniciado, desde que soubesse falar grego.
Tal condição se fazia necessária pela necessidade de se repetir ,
durante a liturgia, fórmulas e palavras. Além disso, sua prática não
interferia nos afazeres cotidianos ou em qualquer tipo de atividade pois
os Mistérios não se constituíam em seita ou associação secreta. O pouco
que se sabe a respeito dos Mistérios de Elêusis é que os Iniciados só
se distinguiam dos demais após a morte quando então se constituíam um
grupo a parte. Os Mistérios não prometiam a imortalidade, mas a
bem-aventurança após o término da vida terrena.
Etimologicamente mistério significa “coisa secreta”, “ação de calar a
boca” e o pouco que se sabe a respeito dos Mistérios de Elêusis se
refere à sua estrutura. Eram subdivididos em etapas as quais
correspondiam a diversos graus. Dividiam-se em Pequenos Mistérios, que
se realizavam anualmente em Agra, subúrbio de Atenas, Grandes Mistérios,
as teletaí, onde, para ser admitido bastava ter cumprido os
ritos iniciais e, por fim,a epopteía, permitida àquele que já
se havia iniciado há um ano.
Instituídos seus Mistérios, Deméter ainda entregou a Triptólemo, o
outro filho do rei Céleo, os ensinamentos sobre a arte de semear e
colher o trigo bem como os segredos do preparo e do armazenamento do pão
e o incumbiu de difundir ao mundo o que havia aprendido. Somente então,
a deusa voltou a conviver juntamente com sua filha com os deuses no
Olimpo.
Inúmeras festas eram celebradas em sua homenagem e todas elas
realizadas de acordo com as estações do ano, uma vez que estavam
intimamente ligadas ao plantio, colheita do trigo e ao trabalho
decorrente disso. Dentre as mais importantes festas destacam-se as
Tesmofórias, onde se expressava gratidão à deusa pelas últimas
colheitas, as Clóias, que se realizavam quando o verde do trigo e da
cevada cobriam o campo, as Talísias, realizadas no início das colheitas e
Haloas, festa dedicada também a Dionísio .
Era invocada como deusa da terra cultivada, da colheita e da
semeadura, diferenciando-se portanto de Gaia , a Terra, a Grande Mãe. O
culto a Deméter possuía um caráter basicamente agrário, já que ela era
responsável por todos os fenômenos e procedimentos ligados direta ou
indiretamente à cultura da terra.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Mitologia Apolo
Apolo
(Febo em latim) - Uma das doze divindades do Olimpo. Fruto da união de Zeus e de Leto, teve um nascimento difícil, pois sua mãe à hora do parto, não encontrava lugar que a acolhesse. É que a enciumada Hera havia proibido todos os quatro cantos da Terra de recebê-lo. Por fim, encontrando abrigo na desabitada ilha de Delos, deu à luz aos gêmeos Ártemis , a primogênita e a Apolo. Conta-se ainda que Píton, serpente guardiã do oráculo de Delfos perseguia Leto quando grávida a fim de matá-la e evitar que se cumprisse a previsão do oráculo que afirmava que o monstro seria exterminado por um de seus filhos. Apolo contava com apenas três dias de nascido quando tomou seu arco e flecha e vingou sua mãe da serpente que tão obstinadamente a perseguira.
Eliminada Píton, o deus instituiu os Jogos Píticos, celebrados de quatro em quatro anos, onde predominavam, as disputas musicais e poéticas. O deus amou a princesa Corônis e com ela teve Asclépio, que destacando-se de tal forma na medicina chegou a ressuscitar alguns mortos. Com isso, Zeus, temendo que a ordem do mundo fosse alterada, enviou os Ciclopes para que fulminassem o rapaz com seus raios. Irado, Apolo vingou-se matando os Ciclopes a flechadas. Como punição para esse crime, foi expulso temporariamente do Olimpo e enviado à Terra para trabalhar como mortal no reino de Admeto, onde permaneceu até o final do castigo como pastor dos rebanhos do rei.
Teve muitos amores de final trágico, dentre eles Jacinto, dentre eles Jacinto, amado também por Zéfiro, o Vento. Este último, movido por intenso ciúme, fez com que um dos discos arremessados pelo jovem se desviasse e o ferisse mortalmente. Vendo Jacinto morto, Apolo, desesperado o transformou em flor. Triste final também teve Dafne, vítima da perseguição do deus que para esquivar-se ao seu amor suplicou a seu pai, o rio Peneu que a salvasse. O deus-rio a transformou em loureiro. Amou Clítia que ao ser abandonada pela irmã Leucótoe, consumiu-se de dor e transformou-se em heliotrópio.
De seus inúmeros amores nasceram muitos filhos: com as musas Talia, Urania e Calíope teve os Coribantes, Uno e Orfeu , respectivamente; com a ninfa Cirene gerou Aristeu; com a vidente Manto concebeu Mopso; violou Creúsa, filha de Erecteu e com ela teve Íon; por fim, com Clímene gerou Faetonte e as Helíades. Assim como Ártemis sua irmã foi associada à Selene, Apolo foi aos poucos suplantando Hélio, o Sol e incorporando aos poucos seus atributos.
Deus da luz, determinava os dias e noites, pois pela manhã transportava o carro do sol até o alto do céu, guardando-o quando era chegado o momento de anoitecer atrás dos montes. Uma vez por ano, no inverno, Apolo se retirava para o país dos Hiperbóreos e por isso estava relacionado às estações do ano. Nesse sentido, era venerado como protetor e multiplicador das colheitas. Deus de inúmeros atributos, era médico, curandeiro, protetor das artes em geral, adquiriu maior importância entre os gregos por seu caráter profético. Em sua honra foram erigidos inúmeros templos onde os fiéis buscavam o conhecimento do futuro, sendo o mais célebre deles o de Delfos, localizado no mesmo lugar onde o deus exterminou a serpente Píton.
(Febo em latim) - Uma das doze divindades do Olimpo. Fruto da união de Zeus e de Leto, teve um nascimento difícil, pois sua mãe à hora do parto, não encontrava lugar que a acolhesse. É que a enciumada Hera havia proibido todos os quatro cantos da Terra de recebê-lo. Por fim, encontrando abrigo na desabitada ilha de Delos, deu à luz aos gêmeos Ártemis , a primogênita e a Apolo. Conta-se ainda que Píton, serpente guardiã do oráculo de Delfos perseguia Leto quando grávida a fim de matá-la e evitar que se cumprisse a previsão do oráculo que afirmava que o monstro seria exterminado por um de seus filhos. Apolo contava com apenas três dias de nascido quando tomou seu arco e flecha e vingou sua mãe da serpente que tão obstinadamente a perseguira.
Eliminada Píton, o deus instituiu os Jogos Píticos, celebrados de quatro em quatro anos, onde predominavam, as disputas musicais e poéticas. O deus amou a princesa Corônis e com ela teve Asclépio, que destacando-se de tal forma na medicina chegou a ressuscitar alguns mortos. Com isso, Zeus, temendo que a ordem do mundo fosse alterada, enviou os Ciclopes para que fulminassem o rapaz com seus raios. Irado, Apolo vingou-se matando os Ciclopes a flechadas. Como punição para esse crime, foi expulso temporariamente do Olimpo e enviado à Terra para trabalhar como mortal no reino de Admeto, onde permaneceu até o final do castigo como pastor dos rebanhos do rei.
Teve muitos amores de final trágico, dentre eles Jacinto, dentre eles Jacinto, amado também por Zéfiro, o Vento. Este último, movido por intenso ciúme, fez com que um dos discos arremessados pelo jovem se desviasse e o ferisse mortalmente. Vendo Jacinto morto, Apolo, desesperado o transformou em flor. Triste final também teve Dafne, vítima da perseguição do deus que para esquivar-se ao seu amor suplicou a seu pai, o rio Peneu que a salvasse. O deus-rio a transformou em loureiro. Amou Clítia que ao ser abandonada pela irmã Leucótoe, consumiu-se de dor e transformou-se em heliotrópio.
De seus inúmeros amores nasceram muitos filhos: com as musas Talia, Urania e Calíope teve os Coribantes, Uno e Orfeu , respectivamente; com a ninfa Cirene gerou Aristeu; com a vidente Manto concebeu Mopso; violou Creúsa, filha de Erecteu e com ela teve Íon; por fim, com Clímene gerou Faetonte e as Helíades. Assim como Ártemis sua irmã foi associada à Selene, Apolo foi aos poucos suplantando Hélio, o Sol e incorporando aos poucos seus atributos.
Deus da luz, determinava os dias e noites, pois pela manhã transportava o carro do sol até o alto do céu, guardando-o quando era chegado o momento de anoitecer atrás dos montes. Uma vez por ano, no inverno, Apolo se retirava para o país dos Hiperbóreos e por isso estava relacionado às estações do ano. Nesse sentido, era venerado como protetor e multiplicador das colheitas. Deus de inúmeros atributos, era médico, curandeiro, protetor das artes em geral, adquiriu maior importância entre os gregos por seu caráter profético. Em sua honra foram erigidos inúmeros templos onde os fiéis buscavam o conhecimento do futuro, sendo o mais célebre deles o de Delfos, localizado no mesmo lugar onde o deus exterminou a serpente Píton.
Mitologia Atena
Mitologia Atena
(Minerva em latim) - Se desconhece o significado de seu nome e sua etimologia também é controvertida.
Filha de Zeus e Métis, deusa da prudência. Quando Métis se encontrava grávida de Atená, Urano e Gaia preconizaram que o segundo filho do casal seria mais poderoso que seu pai e que terminaria por destroná-lo. Zeus, com medo ter o mesmo destino que seu pai Crono , decidiu engolir sua esposa. Assim feito, completado o tempo de gestação, o deus raio foi acometido de uma terrível dor de cabeça. Hefesto foi convocado à sua presença e com seu machado de bronze abriu-lhe o cranio de um só golpe.
Feito isto, saltou de dentro de sua cabeça Atená, vestida com brilhante armadura, brandindo sua lança e soltando gritos de guerra. Vocacionada para a guerra desde o nascimento, distinguia-se, contudo, da belicosidade sangrenta de Ares . Atená era uma estrategista por excelência. Sábia e prudente, era ferrenha defensora de nobres ideais como a justiça, a paz e a ordem. Ao contrário de Ares, amante da força bruta, apreciava a luta racional e os golpes executados com sabedoria e inteligência. Tão logo após seu nascimento, engajou-se na luta contra o gigante Palas que havia se insurgido contra os olímpicos. Consumada a vitória, a deusa esfolou seu adversário, fez de sua pele uma couraça e adotou seu nome como epíteto, passando a ser também conhecida por Palas ou ainda, Palas Atená.
Não amou deus ou mortal algum e embora houvesse sofrido inúmeras perseguições, manteve-se casta. Numa investida da qual foi vítima, Hefesto, que havia sido abandonado por Afrodite , tentou violentá-la. Em vão foi a fuga porque mesmo sendo coxo, o deus ferreiro logrou alcançá-la. Atená se defendeu lutando mas não conseguiu se desvencilhar a tempo de impedir que uma gota de seu sêmen caísse sobre uma de suas pernas. Enojada, a deusa limpou-se com um pedaço de lã que em seguida atirou ao solo. Assim fecundada, a Terra concebeu um menino, metade criança, metade serpente, a qual chamou Erictônio, nome que significa “filho da Terra”. Com o intuito de ocultar a criatura dos deuses, Atená o encerrou numa caixa a qual confiou às filhas de Cécrope: Aglauro, Herse e Pândrosa. Tomadas de imensa curiosidade, ignoraram a advertência de Palas de que jamais deveriam olhar seu conteúdo. Aterrorizadas com a visão do pequeno monstro, enlouqueceram atirando-se do alto do rochedo de Acrópole.
A deusa, ao tomar conhecimento do fato, recolheu a criança levando-a consigo para seu templo e lá a educou. Mais tarde, Cécrope que foi o primeiro rei mítico da Ática, entregou a Erictônio o reino de Atenas.
À medida que as cidades iam sendo fundadas, era comum que os deuses delas se apropriassem a fim de protegê-las por um lado e por outro, receberem adoração por parte de seus habitantes. Foi assim que Palas e Posídon se envolveram numa ferrenha disputa. Cécrope determinou que cada deus produziria algo novo para a cidade e que o povo, para dar fim a questão escolheria o vencedor baseando-se para tanto no critério de utilidade da invenção. Posídon bateu no solo com seu tridente e fez nascer uma fonte de água salgada. Atená criou a oliveira, de cujo fruto os gregos retiravam o alimento e o combustível para a iluminação. Venceu esta última criação e a cidade, em sua homenagem recebeu seu nome: Atenas.
Foi na cidade de Colófon, que a deusa, exímia fiandeira e perita na arte de bordar encontrou Aracne. Filha de Idmon, modesto tintureiro, Aracne era exímia tecelã. Contudo, quanto maior aumentava sua fama, maior se fazia sua arrogância. A moça não se cansava de se vangloriar de seus dotes e habilidades e se proclamava insuperável. Tal desmesura chegou aos ouvidos de Atená que, disfarçada numa velha e encarquilhada senhora, advertiu a jovem do perigo que corria com tal descomedimento, atitude inadmissível para os deuses. Recebeu insultos como resposta e por isso, a deusa, sentindo-se desafiada aceitou competir com Aracne. Iniciaram as duas a trabalhar. Atená bordou a cena de sua disputa com Posídon pela cidade de Atenas, enquanto que Aracne, capciosamente representou os aspectos menos louváveis dos deuses, especialmente com relação aos amores ilícitos de Zeus. Irritada com a beleza do trabalho e sem encontrar ali defeito algum, Atená rasgou-o e em seguida feriu sua rival com a agulha. Ultrajada, a jovem tecelã em vão tentou enforcar-se mas foi impedida pela deusa que a transformou em aranha condenada a viver tecendo para toda a eternidade.
Vários templos lhe foram consagrados, porém, o maior e mais conhecido foi o Partenon, palavra que em grego significa virgem, e localizado em Acrópole.
Muitas festas eram realizadas em sua homenagem. As Panatenéias, a maior e mais solene delas, consistis desde atividades esportivas, como corridas e lutas, até torneios artísticos incluindo poesia e música. Realizavam-se de cinco em cinco anos e contava com a participação de toda a cidade, sobretudo na gigantesca procissão que se realizava em direção à Acrópole. Havia também as festas chamadas Cálceas, realizadas em honra tanto de Palas quanto de Hefestos , as Esquiroforias, onde os participantes relembravam a importância do orvalho na proteção contra a seca e as Arreforias, cujo nome significa orvalho.
Na guerra entre gregos e troianos aliou-se aos primeiros, já que estes lutavam em defesa da fidelidade e da honra, ideias nobres com os quais a deusa prontamente se identificava.
Atená deixou inúmeros legados à humanidade. Ensinou os homens a arte de fiar e bordar e a arte de domar cavalos. Criou a flauta e inventou o leme para evitar que os barcos se perdessem ao sabor das ondas. Introduziu na Ática a oliveira e inventou os instrumentos agrícolas. No ramo das atividades guerreiras, inventou a quadriga, o carro de guerra e dirigiu a construção do navio Argo.
Deusa da justiça e da razão, era muitas vezes chamada a aconselhar os deuses. Protetora dos valentes e corajosos, guiava também as atividades práticas do dia a dia o que fez com que ganhasse o título de obreira.
(Minerva em latim) - Se desconhece o significado de seu nome e sua etimologia também é controvertida.
Filha de Zeus e Métis, deusa da prudência. Quando Métis se encontrava grávida de Atená, Urano e Gaia preconizaram que o segundo filho do casal seria mais poderoso que seu pai e que terminaria por destroná-lo. Zeus, com medo ter o mesmo destino que seu pai Crono , decidiu engolir sua esposa. Assim feito, completado o tempo de gestação, o deus raio foi acometido de uma terrível dor de cabeça. Hefesto foi convocado à sua presença e com seu machado de bronze abriu-lhe o cranio de um só golpe.
Feito isto, saltou de dentro de sua cabeça Atená, vestida com brilhante armadura, brandindo sua lança e soltando gritos de guerra. Vocacionada para a guerra desde o nascimento, distinguia-se, contudo, da belicosidade sangrenta de Ares . Atená era uma estrategista por excelência. Sábia e prudente, era ferrenha defensora de nobres ideais como a justiça, a paz e a ordem. Ao contrário de Ares, amante da força bruta, apreciava a luta racional e os golpes executados com sabedoria e inteligência. Tão logo após seu nascimento, engajou-se na luta contra o gigante Palas que havia se insurgido contra os olímpicos. Consumada a vitória, a deusa esfolou seu adversário, fez de sua pele uma couraça e adotou seu nome como epíteto, passando a ser também conhecida por Palas ou ainda, Palas Atená.
Não amou deus ou mortal algum e embora houvesse sofrido inúmeras perseguições, manteve-se casta. Numa investida da qual foi vítima, Hefesto, que havia sido abandonado por Afrodite , tentou violentá-la. Em vão foi a fuga porque mesmo sendo coxo, o deus ferreiro logrou alcançá-la. Atená se defendeu lutando mas não conseguiu se desvencilhar a tempo de impedir que uma gota de seu sêmen caísse sobre uma de suas pernas. Enojada, a deusa limpou-se com um pedaço de lã que em seguida atirou ao solo. Assim fecundada, a Terra concebeu um menino, metade criança, metade serpente, a qual chamou Erictônio, nome que significa “filho da Terra”. Com o intuito de ocultar a criatura dos deuses, Atená o encerrou numa caixa a qual confiou às filhas de Cécrope: Aglauro, Herse e Pândrosa. Tomadas de imensa curiosidade, ignoraram a advertência de Palas de que jamais deveriam olhar seu conteúdo. Aterrorizadas com a visão do pequeno monstro, enlouqueceram atirando-se do alto do rochedo de Acrópole.
A deusa, ao tomar conhecimento do fato, recolheu a criança levando-a consigo para seu templo e lá a educou. Mais tarde, Cécrope que foi o primeiro rei mítico da Ática, entregou a Erictônio o reino de Atenas.
À medida que as cidades iam sendo fundadas, era comum que os deuses delas se apropriassem a fim de protegê-las por um lado e por outro, receberem adoração por parte de seus habitantes. Foi assim que Palas e Posídon se envolveram numa ferrenha disputa. Cécrope determinou que cada deus produziria algo novo para a cidade e que o povo, para dar fim a questão escolheria o vencedor baseando-se para tanto no critério de utilidade da invenção. Posídon bateu no solo com seu tridente e fez nascer uma fonte de água salgada. Atená criou a oliveira, de cujo fruto os gregos retiravam o alimento e o combustível para a iluminação. Venceu esta última criação e a cidade, em sua homenagem recebeu seu nome: Atenas.
Foi na cidade de Colófon, que a deusa, exímia fiandeira e perita na arte de bordar encontrou Aracne. Filha de Idmon, modesto tintureiro, Aracne era exímia tecelã. Contudo, quanto maior aumentava sua fama, maior se fazia sua arrogância. A moça não se cansava de se vangloriar de seus dotes e habilidades e se proclamava insuperável. Tal desmesura chegou aos ouvidos de Atená que, disfarçada numa velha e encarquilhada senhora, advertiu a jovem do perigo que corria com tal descomedimento, atitude inadmissível para os deuses. Recebeu insultos como resposta e por isso, a deusa, sentindo-se desafiada aceitou competir com Aracne. Iniciaram as duas a trabalhar. Atená bordou a cena de sua disputa com Posídon pela cidade de Atenas, enquanto que Aracne, capciosamente representou os aspectos menos louváveis dos deuses, especialmente com relação aos amores ilícitos de Zeus. Irritada com a beleza do trabalho e sem encontrar ali defeito algum, Atená rasgou-o e em seguida feriu sua rival com a agulha. Ultrajada, a jovem tecelã em vão tentou enforcar-se mas foi impedida pela deusa que a transformou em aranha condenada a viver tecendo para toda a eternidade.
Vários templos lhe foram consagrados, porém, o maior e mais conhecido foi o Partenon, palavra que em grego significa virgem, e localizado em Acrópole.
Muitas festas eram realizadas em sua homenagem. As Panatenéias, a maior e mais solene delas, consistis desde atividades esportivas, como corridas e lutas, até torneios artísticos incluindo poesia e música. Realizavam-se de cinco em cinco anos e contava com a participação de toda a cidade, sobretudo na gigantesca procissão que se realizava em direção à Acrópole. Havia também as festas chamadas Cálceas, realizadas em honra tanto de Palas quanto de Hefestos , as Esquiroforias, onde os participantes relembravam a importância do orvalho na proteção contra a seca e as Arreforias, cujo nome significa orvalho.
Na guerra entre gregos e troianos aliou-se aos primeiros, já que estes lutavam em defesa da fidelidade e da honra, ideias nobres com os quais a deusa prontamente se identificava.
Atená deixou inúmeros legados à humanidade. Ensinou os homens a arte de fiar e bordar e a arte de domar cavalos. Criou a flauta e inventou o leme para evitar que os barcos se perdessem ao sabor das ondas. Introduziu na Ática a oliveira e inventou os instrumentos agrícolas. No ramo das atividades guerreiras, inventou a quadriga, o carro de guerra e dirigiu a construção do navio Argo.
Deusa da justiça e da razão, era muitas vezes chamada a aconselhar os deuses. Protetora dos valentes e corajosos, guiava também as atividades práticas do dia a dia o que fez com que ganhasse o título de obreira.
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