Apolo
(Febo em latim) - Uma das doze divindades do Olimpo. Fruto da união
de Zeus e de Leto, teve um nascimento difícil, pois sua mãe à hora do
parto, não encontrava lugar que a acolhesse. É que a enciumada Hera
havia proibido todos os quatro cantos da Terra de recebê-lo. Por fim,
encontrando abrigo na desabitada ilha de Delos, deu à luz aos gêmeos
Ártemis , a primogênita e a Apolo. Conta-se ainda que Píton, serpente
guardiã do oráculo de Delfos perseguia Leto quando grávida a fim de
matá-la e evitar que se cumprisse a previsão do oráculo que afirmava que
o monstro seria exterminado por um de seus filhos. Apolo contava com
apenas três dias de nascido quando tomou seu arco e flecha e vingou sua
mãe da serpente que tão obstinadamente a perseguira.
Eliminada Píton, o deus instituiu os Jogos Píticos, celebrados de
quatro em quatro anos, onde predominavam, as disputas musicais e
poéticas. O deus amou a princesa Corônis e com ela teve Asclépio, que
destacando-se de tal forma na medicina chegou a ressuscitar alguns
mortos. Com isso, Zeus, temendo que a ordem do mundo fosse alterada,
enviou os Ciclopes para que fulminassem o rapaz com seus raios. Irado,
Apolo vingou-se matando os Ciclopes a flechadas. Como punição para esse
crime, foi expulso temporariamente do Olimpo e enviado à Terra para
trabalhar como mortal no reino de Admeto, onde permaneceu até o final do
castigo como pastor dos rebanhos do rei.
Teve muitos amores de final trágico, dentre eles Jacinto, dentre eles
Jacinto, amado também por Zéfiro, o Vento. Este último, movido por
intenso ciúme, fez com que um dos discos arremessados pelo jovem se
desviasse e o ferisse mortalmente. Vendo Jacinto morto, Apolo,
desesperado o transformou em flor. Triste final também teve Dafne,
vítima da perseguição do deus que para esquivar-se ao seu amor suplicou a
seu pai, o rio Peneu que a salvasse. O deus-rio a transformou em
loureiro. Amou Clítia que ao ser abandonada pela irmã Leucótoe,
consumiu-se de dor e transformou-se em heliotrópio.
De seus inúmeros amores nasceram muitos filhos: com as musas Talia,
Urania e Calíope teve os Coribantes, Uno e Orfeu , respectivamente; com a
ninfa Cirene gerou Aristeu; com a vidente Manto concebeu Mopso; violou
Creúsa, filha de Erecteu e com ela teve Íon; por fim, com Clímene gerou
Faetonte e as Helíades. Assim como Ártemis sua irmã foi associada à
Selene, Apolo foi aos poucos suplantando Hélio, o Sol e incorporando aos
poucos seus atributos.
Deus da luz, determinava os dias e noites, pois pela manhã
transportava o carro do sol até o alto do céu, guardando-o quando era
chegado o momento de anoitecer atrás dos montes. Uma vez por ano, no
inverno, Apolo se retirava para o país dos Hiperbóreos e por isso estava
relacionado às estações do ano. Nesse sentido, era venerado como
protetor e multiplicador das colheitas. Deus de inúmeros atributos, era
médico, curandeiro, protetor das artes em geral, adquiriu maior
importância entre os gregos por seu caráter profético. Em sua honra
foram erigidos inúmeros templos onde os fiéis buscavam o conhecimento do
futuro, sendo o mais célebre deles o de Delfos, localizado no mesmo
lugar onde o deus exterminou a serpente Píton.
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